
Representantes da saúde pública, instituições de ensino superior e entidades profissionais discutiram, na manhã de quinta-feira, o fortalecimento da rede de saúde mental de Teresina durante audiência pública presidida pela vereadora Teresinha Medeiros. Entre as propostas apresentadas está a criação de um Centro de Referência em Saúde Mental para ampliar o atendimento à população.
“A saúde mental não é algo isolado. Ela é influenciada pelo ambiente que está ao nosso redor. O bem-estar de uma pessoa depende não apenas dos aspectos psicológicos e emocionais, mas também das condições de vida, apoio social e aspectos econômicos”, afirmou Teresinha Medeiros.

Apresentada em meio à discussão sobre o aumento da demanda por atendimentos psicológicos e psiquiátricos, a presidente do Conselho Regional de Psicologia do Piauí (CRP-21), Renata Bandeira Jardim, defendeu a criação de um Centro de Referência em Saúde Mental em Teresina. De acordo com ela, poderia concentrar serviços especializados, ações de prevenção ao suicídio, capacitação de profissionais e produção de dados para subsidiar políticas públicas.
"Investir em saúde mental não é uma escolha. É uma necessidade urgente de saúde pública. A saúde mental precisa deixar de ser uma pauta emergencial e se tornar uma política pública estruturada, permanente e prioritária", disse a presidente do CRP-21, Renata Bandeira Jardim.

A gerente de Saúde Mental da Fundação Municipal de Saúde, Luana Bueno, apresentou os serviços disponíveis e afirmou que Teresina possui cobertura de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) acima do mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde.

O município conta com oito CAPS, serviços residenciais terapêuticos, ambulatórios especializados e leitos destinados ao atendimento de pessoas em crise ou com comportamento suicida.

A diretora-geral do Hospital Areolino de Abreu, Cida Santiago, relatou que o avanço da assistência em saúde mental depende da integração entre os diferentes níveis de atendimento e da ampliação do cuidado humanizado. Para ela, além do tratamento clínico, é fundamental garantir acompanhamento contínuo, apoio às famílias e estratégias que favoreçam a autonomia e a reinserção social dos pacientes.
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