Audiência debate situação do transporte público da capital

Publicado em 09/06/2026 11:51
Por: Alexandre Fonseca
Estudantes, ativistas sociais e entidades relacionadas ao transporte público no plenário

O transporte público de Teresina voltou a ser discutido em audiência pública realizada no dia 1º de junho. O encontro reuniu vereadores, representantes de trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e entidades, com relatos sobre demora nos ônibus, redução de linhas e dificuldades enfrentadas diariamente pelos usuários.

Vereador João Pereira

O vereador João Pereira propôs a criação de uma comissão permanente para acompanhar a situação do sistema de transporte coletivo. Ele também sugeriu a elaboração de um documento com as propostas apresentadas na audiência e a realização de uma reunião com o prefeito de Teresina para tratar de alternativas para o setor.

O vereador Leondidas Júnior criticou o modelo atual de mobilidade urbana na capital e mencionou impactos da implantação do sistema Integra

“Eu defendo um novo plano diretor para a cidade de Teresina. Quando tivemos a implantação do Integra, na verdade ele desintegrou áreas da cidade. Teresina cresceu e tem outras demandas que precisam ser atendidas”, disse. Ele acrescentou a necessidade de discussão sobre nova licitação do transporte coletivo e levantou a possibilidade de criação de uma empresa pública para o setor.

Composição da mesa

Representando o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), o dirigente Antônio Cardoso disse que a crise afeta diretamente usuários e trabalhadores e pediu que o debate resulte em medidas objetivas e na definição de um cronograma de ações para enfrentar os problemas estruturais do sistema. Já a consultora jurídica do SETUT, Naiara Morais, apontou que o transporte coletivo exige equilíbrio econômico para sua manutenção apresentou dados sobre custos operacionais.

Participantes da audiência pública

Os participantes também apresentaram propostas como ampliação da frota de ônibus, revisão das linhas, reforço na fiscalização, maior transparência na operação do sistema e alternativas em discussão, como a municipalização do transporte e a implantação gradual da tarifa zero.