
A violência contra a pessoa idosa continua avançando no Brasil e tem como principal cenário o ambiente familiar. O alerta foi feito por representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, conselhos de direitos e gestores públicos durante audiência realizada nesta segunda-feira (22) pelo vereador Venâncio Cardoso, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa, em alusão ao Dia Mundial de Conscientização e Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa.
Venâncio defendeu a continuidade de programas voltados ao envelhecimento ativo. Ao citar o Projeto 60+, que tem sua idealização, associou os resultados da iniciativa à melhora de indicadores de saúde e à ampliação da convivência social.

“São idosos que antes estavam isolados, sedentários, hipertensos, diabéticos, e que hoje participam de atividades físicas, recebem acompanhamento profissional e convivem socialmente. Política pública só faz sentido quando melhora a vida das pessoas, e a que considero uma das mais importantes é aquela que leva felicidade às pessoas”, disse.

A superintendente de Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa do Governo do Estado, Gilvana Gayoso, situou a violência contra idosos como um desafio que acompanha o envelhecimento da população. Na avaliação dela, os registros de violência têm aumentado, mesmo com a ampliação dos canais de denúncia.

Com o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de fecundidade, o Brasil passa a conviver com uma população cada vez mais envelhecida, realidade que, segundo a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa, Edilene França, exige respostas estruturais do poder público.
Entre os desafios listados por ela estão a ampliação dos serviços de saúde e assistência social, a criação de políticas de cuidado de longa duração, melhorias na acessibilidade urbana e o enfrentamento do isolamento social.

Participantes da audiência também reforçaram a necessidade de ampliar os mecanismos de denúncia e conscientização, diante da conclusão de que a violência contra idosos permanece subnotificada e frequentemente invisível dentro dos próprios lares.
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“Se tudo der certo, todos nós envelheceremos. Por isso, construir políticas públicas para a pessoa idosa é construir o futuro de toda a sociedade”, acrescentou a presidente do Conselho da Pessoa Idosa, Edilene França.
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