
A ex-secretária municipal de Finanças, Mônica Gardênia Brito Galvão, foi a sétima depoente da CPI que investiga a dívida bilionária da Prefeitura de Teresina. Ela assumiu a pasta no último mês da gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa.
Em seu depoimento, na manhã desta quarta-feira (13), Mônica informou que assumiu a Secretaria em 17 de dezembro de 2024, com as contas bancárias da Prefeitura bloqueadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
“Dos dias em que estive à frente, apenas dois tiveram desbloqueio das contas”, disse Mônica.
A prioridade, segundo ela, foi garantir o pagamento da folha de servidores e a manutenção de serviços essenciais. A folha de dezembro somou cerca de R$ 74 milhões.

Ela explicou ao presidente da CPI, vereador Dudu, que, quando as contas foram desbloqueadas, foi necessário atender simultaneamente às demandas de 35 órgãos municipais.
“Primeiro, priorizamos a folha de pagamentos e os encargos do início de janeiro, além do pagamento de terceirizados e dos repasses à Saúde. Não foi possível pagar tudo, porque, além de não haver recursos financeiros suficientes, não havia tempo hábil”, afirmou.

Mônica também declarou que não houve qualquer tentativa de interferência em suas decisões financeiras e que não realizou atendimentos que pudessem alterar o fluxo de pagamentos.
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