
A atuação de educadores físicos licenciados em academias foi tema de debate em audiência pública realizada nesta terça-feira (10), na Câmara Municipal de Teresina. O encontro discutiu a prorrogação do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre o Conselho Regional de Educação Física da 15ª Região (CREF-15/PI) e o Ministério Público Federal (MPF), que trata da presença de profissionais licenciados nesses espaços.

O vereador Roncallin, propositor da audiência, citou como uma das conquistas do movimento a prorrogação do acordo, que permitiu que os profissionais voltassem a trabalhar nas academias, não apenas os bacharéis. Segundo ele, a mobilização ajudou a dar visibilidade à pauta e à importância desses profissionais para a saúde pública. O parlamentar também informou que está articulando, junto a professores, representantes de instituições de ensino superior e membros da categoria, a criação de uma associação estadual.
“A educação física foi dividida para atender interesses de instituições particulares. A profissão precisa ser mais valorizada pela sua atuação na saúde e na sociedade, e não causar divergências entre profissionais da mesma área”, disse Roncallin.

De acordo com levantamento apresentado pelo professor Demóstenes Ribeiro, que é contrário à divisão entre licenciados e bacharéis, existem mais de oito mil profissionais registrados. Para ele, o TAC foi uma medida emergencial para que todos pudessem garantir o sustento de suas famílias, mas ainda não resolve o problema de forma definitiva.
“O profissional licenciado tem condição de atuar tanto na licenciatura quanto no bacharelado. Eles receberam uma grade curricular que os prepara para atuar nas duas áreas e, ao final do curso, acabam sendo obrigados a fazer uma complementação. É uma grande injustiça o que vem sendo feito nos últimos anos”, comentou Demóstenes.

A Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual do Piauí, Roselis Machado, informou que a instituição já discute a possibilidade de permitir que egressos da licenciatura retornem para obter também o bacharelado, sem a necessidade de participar de um novo processo seletivo completo.

Ao final da audiência, foi encaminhada a proposta de realização de uma reunião entre o conselho profissional e as instituições de ensino superior para discutir o reconhecimento dos currículos e a situação dos egressos.
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